Apr 25, 2007

Em Gouveia...

...as pessoas acorreram à Igreja a dar graças...

Apr 17, 2007

17 de Abril

Si lo que quieres es vivir cien años,
no pruebes los licores del placer
Si eres alérgico a los desengaños
olvídate de esa mujer,
compra una máscara antigás,
mantente dentro de la ley,
si lo que quieres es vivir cien años,
haz músculos de cinco a seis.
Y ponte gomina que no te despeine el veintecillo de la libertad,
funda un hogar en el que nunca reine,
más rey que la seguridad.
Evita el humo de los clubs, reduce la velocidad,
si lo que quieres es vivir cien años,
vacúnate contra el azar.
Deja pasar la tentación,
dile a esa chica que no llame más
y si protesta el corazón
en la farmacia puedes preguntar:
¿tienen pastillas para no soñar?

Si quieres ser Matusalén,
vigila tu colesterol,
si tu película es vivir cien años
no lo hagas nunca sincondón,
es peligroso que tu piel desnuda
roce otra piel sin esterilizar,
que no se infiltre el virus de la duda
en tu cama matrimonial.
Y si en tus noches falta sal
para eso está el televisor.
Si lo que quieres es cumplir cien años
No vivas como vivo yo.

Deja pasar la tentación,
dile a esa chica que no llame más
y si protesta el corazón
en la farmacia puedes preguntar:
¿tienen pastillas para no soñar?

Pastillas para no soñar, Joaquín Sabina

Como diria uma mulher qualquer, num canal qualquer, quando lhe perguntaram qual era o segredo da sua idade (agora sem ironia):

"Não me chateio."

Apr 16, 2007

#

Há uma pessoa que diz que este número a persegue :P

foul mood

I was dreaming of the past
And my heart was beating fast
I began to lose control
I began to lose control

I didn't mean to hurt you,
I'm sorry, my head's in a whirl,
I didn't want to hurt you,
I'm just a jealous girl

I was feeling insecure
You might not love me anymore
I was shivering inside
I was shivering inside

I didn't mean to hurt you,
I'm sorry, my head's in a whirl,
Oh no, I didn't want to hurt you,
I'm just a jealous girl

I was trying to catch your eyes,
Thought that you were trying to hide,
I was swallowing my pain,
I was swallowing my pain.

I didn't mean to hurt you,
I'm sorry, my head's in a whirl,
Oh no, I didn't want to hurt you,
I'm just a jealous girl, watch out
I'm just a jealous girl, look out baby
I'm just a jealous girl

Adaptação de Jealous Guy, John Lennon

Apr 15, 2007

Sonhei com uma bala que abria um buraco no vidro do carro, rompia os meus tecidos moles e alojava-se na base do meu cérebro. Eu abria muito os olhos e depois deixava cair a cabeça no teu ombro alarmado e, ainda que não houvesse sangue, tu só vias uma mancha vermelha à tua frente, e gritavas histericamente para ti e, claro, ninguém te podia ouvir.

Apr 14, 2007

Shhh

Perdeste-me o rasto
Não deixei, então,
Aquele cheiro a bafio

Ainda assim
Hoje
Na tua voz certeira
Senti algumas hesitações

Sentiste a minha presença

(e eu calada
a conter, talvez impropérios,
mas não,
provavelmente apenas
uma ponta de ironia)

Sentiste e eu senti
Aquele cheiro outra vez
Pestilento
Velho
Mole

Mas as tuas expressões de menino ferido
no seu orgulho
de menino
inseguro
Eram iguais.
Ou talvez tenha sido
O meu cheiro a envolver-te
Como uma peste.

...

Outros podem não gostar ,
Mas eu gosto,
eu gosto de conflitos.

Apr 13, 2007

Je suis, Tu es, Il é que é


I love you

Yeah right whatever

You are mean

What do you mean?

I mean mean

You said 'I mean' so that makes two of us

Apr 11, 2007

Hoje

Apr 10, 2007

Tempos Modernos

"És gira quando estás a sorrir" (ou no original "Es gira knd tas a sorrir adicioname (email)") - é suposto isto ser um elogio? Há outras maneiras de dizer isto: "o teu sorriso é bonito" é uma que me ocorre assim de repente.

Claro que depois de ouvir amigas chamarem "porca" uma à outra (é suposto ser um termo carinhoso (?)) ou mesmo coisas piores, já nada me espanta.

Imagens

"(...) Por mero acaso, quando verificava umas datas biográficas, consultei a edição de 1994 de Classe Política Portuguesa de Cândido de Azevedo, feita em parte com base nas informações fornecidas pelos próprios e é assim que José Sócrates é apresentado: (...)" in Abrupto

Não sei se sou eu (ou melhor, tenho a certeza que sou eu), mas (JPP) já não sabe ao mesmo. Uma certa... nem sei bem o que lhe chamar. Tenho alguma pena, mas não demasiada.

tábano

Hoje, no metro, uma rapariga sentada à minha frente com um formulário para preencher na mão.

Eu, a coscuvilheira do costume, "Já preenchi este formulário... quando foi? Para que foi?"

Então, a rapariga começou a preencher as casas correspondentes ao nome

C
CA
CAT
CATA
CATAR
CATARI
CATARIN
CATARINA

e foi como se tivesse sido eu a escrevê-lo (outra vez).

(A caneta deixou de escrever e a rapariga arrumou o formulário dentro de uma pasta)

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Entretanto... o tempo passa demasiado rápido. Algo está mal quando pensas numa coisa que aconteceu em Maio do ano passado como se tivesse acontecido há um mês.
Por outro lado, reencontrar uma colega da 1ª classe e reconhecê-la é bom.

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Por falar em salud, tive um Verão (terá sido há dois anos? Ou a memória engana-me mais uma vez?) que dava um livro da Agatha Christie, caso tivesse morrido no primeiro ou segundo capítulo. Como sobrevivi...

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Apetecia-me escrever mais qualquer coisa, mas não sei.

Tenho que fazer qualquer coisa, mas não sei.

Mar 30, 2007

Às vezes apetece...

...cortar o cordão umbilical.
...dar um erro gramatical propositadamente.
...chorar à frente das pessoas.
...pôr a etiqueta da pessoa que segue à nossa frente para dentro da roupa.
...deixar o corpo cair de um precipício abaixo.
...espetarmo-nos num objecto aguçado pelo caminho.
...dizer coisas estúpidas, mesmo que pareçam mal.
...dizer realmente o que estamos a pensar.
...cantar alto no meio da rua.
...cumprimentar toda a gente com quem nos cruzamos.
...gritar com anormais.
...dar murros.
...fugir.
...dormir durante semanas.
...não dormir nunca.
...dar beijos às crianças que vemos na rua.
...dançar em público.
...corrigir alguém que está ao nosso lado a dizer uma enormidade.
...falar com os formadores estrangeiros de tudo o que não tenha a ver com o trabalho, como Monty Python ou "Alcyone"s.
...dizer que não.
...dizer que sim.
...não responder.
...fazer perguntas íntimas a pessoas que se conhecem numa mesa de casamento.

Finalmente.


Há pessoas que gostam genuinamente de dinheiro.

Mar 29, 2007

VVV

Um grego americanizado disse-nos que esta era uma vida de morte, que era impossível criares laços com o que quer que fosse, que tinha, desde há dois anos, uma nova mulher, uma nova família, um novo sítio para passar férias e fins-de-semana - o trabalho.

Olhei-o nos olhos com aquela indiscrição própria das crianças (do not stare at people!) e vi, sim, o mesmo brilho - ou parecido, talvez não tão Thessaloniki-like - mas a desvanecer-se ao longe.

Será que vale a pena? O dinheiro não traz felicidade, dizem, e estes homens realmente não conseguem criar, cultivar ou manter relações, mas... não me pareceram pessoas infelizes. O mais velho era casado (mas com que idade se casou? conhece a própria mulher? tem filhos?), e pareceu-me tão seguro, tão bem com a vida (ainda melhor do que da última vez que o vi há uns meses), que fico na dúvida. Talvez possas ser feliz vivendo para o trabalho, se realmente fores bom no que fazes.

Ainda que hoje mal tenha tido tempo para depois de sair do trabalho engolir a tosta mista com o ucal antes da aula de espanhol às 20h15, tenho muita sorte em poder conhecer todas estas pessoas.

Eu sei que tenho muita sorte em muitas, muitas coisas e tenho a sensação de que não fiz nem metade do que devia ter feito para merecê-lo... Mas espero conseguir mudar isso (em breve).

P.S.: Gosto da palavra caveat que até hoje não sabia como se pronunciava.

Às vezes escrevo para me distrair, para não cair na tentação de fazer coisas piores.

Há vícios que se cortam de raiz.
Assim mesmo, sem piedade.

E eu ontem comprei umas tesouras novas.

Mar 28, 2007

Para ti

Desulpa a minha falta de imaginação
Não te conseguir animar (tanto).
Se pudesse neste exacto segundo abraçava-te e enxotava os bichos para longe.
Espreitava por baixo da cama antes de te ires deitar e ia aconchegar-te
Ler-te uma história
E ser só amor para ti.

Não quero que sofras.

Desculpa as mil vezes em que testo a tua paciência.

Quero ser só amor para ti

Se um estranho te abordar na rua

Puxaste-me os cabelos no cruzamento da Rua Nova de São Mamede com a Rua do Salitre. Eu disse-te, Não, espera um bocado, mas tu sussurraste-me, Estás cansada...

Então deixei cair o meu coração no passeio e tive que me voltar e baixar para apanhá-lo. A rapariga que ia atrás de mim tirou os headphones dos ouvidos e avisou:

- Cuidado, verifique se é o seu.

Virei o coração às avessas, mas no verso não havia etiqueta com o meu nome.

.

Tive um sonho (finjamos que foi há muito tempo) como uma premonição. E era verdade. Ele dizia, Olha que estão a fazer pouco de ti, e eu abanava a cabeça orgulhosa.

- Descola, descola!

Gritou-me uma rapariga de franja demasiado curta e só então percebi que estava agarrada à perna dela e não podia/devia porque as portadas das janelas do meu quarto estavam a bater com o vento (alguém tinha que fechá-las).
Bati com as mãos uma na outra, a limpá-las desse pó pegajoso de um certo egocentrismo-insegurança-infantilidade.

Um certo sentimentalismo com cheiro a mofo, e uma altivez (talvez) nos ditames de menina-dona-do-seu-nariz. Pensei que sim, que não e que não, não era para mim.
Ainda uma certa vitimização, auto-condescendência, que dão arrepios na espinha e eu pensei não, sim, não era para mim.

Mas como numa dança concertada,
essa ponte
esse doce
que se juntam em conspirações alegres
contra uma imagem
de alguma coisa
que talvez não exista sequer...

Eu queria ser livre.

.

Ao subir a rua inclinada, o guizo soava como quem diz: FOGE!
Mas eu, na corda bamba das convenções, um pé depois o outro, não soube o que fazer.
E o guizo,

FOGE!

mas eu, no chá das cinco das sete das oito, sem saber que dedo mindinho espetar (o meu, o dela), ouvi o som ao longe, mas não dei pelo formigueiro em todo o corpo.

Se um cão me atacar e ficar com raiva,
se aquele carro me atropelar,
se aquele pedaço gigante de cimento cair em cima da minha cabeça,
se os risos das pessoas me matarem
vou para o céu (com minúscula).

Uma confiança quase inconsciente-automática em

...mas...

Era como se estivesse a olhar para as ruas, para os prédios, e mesmo para os guardas como se fosse a primeira vez.
Sacudi com uma mão impaciente o rio que olhava para mim através de uma certa névoa, porque não me estava a ajudar
hoje
a ganhar forças para chegar a casa.

Quando chegar, isto, isto e aquilo.

Antes ela dizia: Ai, que caio, quem me acode?
E agora: Anda cá, menina.
E depois: Eu pego as criancinhas p'ra fazer mingau.

Eu: Não sou uma criança!
Ela: Ah ah ah!
E outra: Eh eh eh!
E outra (?): Ih ih ih!
E eu chorei e chorei e ri e chorei e ri

Então, sentada à direita dele...
Mas esperavas alguma espécie de simpatia?
E eu,
enrolei as sílabas na língua,
Sim
PA
ti
aaaa
Sim... sim...
papapapa
Sim-pa
ti . ti . ti . tititititi
a! a! a?

Simpatia - substantivo feminino (feminino! ah ah)
(...)
4. amabilidade; afabilidade
(...)

Mas é difícil deixar crescer uma barreira de sorrisos como quem deixa crescer a barba.
Mas tu, teimosa, sorrisos.
Mas sorrisos não compram
Nem (hein?) elogios compram
Nem nada.

E se um dia te insultarem, cospe-lhes na cara e grita impropérios (ou não)
Se um dia se atirarem para cima de ti com uma faca nos dentes, dá muitos pontapés no ar e acorda.
Se um dia estiveres a saltar de um prédio em chamas respira fundo e conta até dez.

Há um nó na garganta e nem é por isto ou por aquilo, mas simplesmente porque.
Não quero mais dizer que sim e sorrir docemente com a cabeça inclinada para um dos lados,
quero odiar brevemente e depois esquecer.
E afastar com mãos tranquilas tudo o resto.

Mar 26, 2007

Bored.