Oct 16, 2007

Ainda por cima tu, ainda por cima tu estás apaixonada, podes dar a música outro sentimento...!

Não tenho lá muita jeito (gente) para coisa alguma.

Aquele cansaço cansaço cansaço que faz chorar (outra vez e outra)

Mas a culpa não é do cansaço. Que mentirosa... Que cobarde...

A culpa é do egoísmo. Que egoísta... Sim, depois chora, estás a chorar por quem? Não é por ele, é por ti, outra vez, outra vez. Se tens pena, se realmente te preocupas,...

Mas é tudo um chorrilho de menti i i i ras. Quando te bamboleias por essas ruas desertas de noite escura e finges ser essa pessoa

segura

quando finges ser

alguém

quando finges.

Eu quero várias coisas. Mas uma delas, uma muito importante: não quero ter medo, não quero ter medo, nunca mais.

Claro que não era nada disto que eu queria dizer, queria dizer coisas concretas como carne ossos pés mãos pessoas velhinhas, velhinhas, velhinhas... Queria chorar e essas coisas, mas às vezes não posso, não podes, não podemos.

As pessoas morrem, todos morrem, hoje morrem, amanhã morrem, morrem, morrem sempre.
As pessoas morrem, morrem, morrem, morrem, morrem, morrem, morrem

Quero salvar as pessoas que morrem, não quero que as pessoas morram, não quero que morram hoje, nem amanhã, nem depois, nem depois de depois de depois de depois

Mas as pessoas continuam a morrer, e a culpa é minha, porque não é só dizer que quero salvá-las é preciso salvá-las, é preciso salvar as pessoas, senão elas morrem, morrem nos teus braços, morrem à tua frente, elas morrem do outro lado da linha, elas morrem na rua, elas morrem durante o sono, elas morrem com a cabeça no teu ombro.

É preciso salvar as pessoas
Hoje
Amanhã

Amanhã vai ser melhor
E depois de amanhã ligo-te outra vez
E na sexta também
E tu vais estar melhor, vais ser tu outra vez, não vais ter medo, não vais ter medo desses pesadelos, não te vais queixar dos hospitais, vais dizer-me que giro é o ângulo e que bolas, carvão e petróleo e vais dizer-me que és cliente ... e que são sempre muito simpáticos e vais ser tu outra vez e eu vou ser eu e tu tu eu eu tu eu tu
Vou salvar-te, vou salvar-te, não estou em Inglaterra, estou aqui, não há desculpas e eu vou salvar-te.

Não te preocupes, eu vou salvar-te e tu não vais morrer nunca.

tu ru ru ru ru ru

Escrevi "ragôt" no google e, antes dos resultados, apareceu-me a seguinte mensagem:
Será que quis dizer: light
...
P.S.: Para quem não percebeu (ahah) o título é o trauteio das primeiras notas dos Ficheiros Secretos

Oct 11, 2007

Whats Your Stereotype?

Dada a minha falta de inspiração, roubei este post à Franze (old chap from lufbra) no last.fm.


HIGH CLASS:•

•[] You enjoy tanning.

•[x] You own an iPod/mp3 player.

•[] You love Starbucks.

•[x] You have been called a brat.

•[x] You have tons of shoes.

•[] You hate buying things that are on sale.

•[x] You have/had a laptop.

•[] You love shopping.

•TOTAL: 4


GOTHIC:

•[] Black is one of your favorite colors.

•[] You wear chains.

•[] you like heavy metal.

•[] you've shopped at hot topic

•[] You have worn black lipstick.

•[] You have/had/or wanted piercings.

•[] you own a pair of Tripp pants

•[] you have at least one unnaturally colored haired friend.

•TOTAL: 0


PUNK:

•[] You can skateboard.

•[x] You like plaid.

•[] You have/love Converse.

•[] You hate mtv.

•[x] you have/had/want/wanted blue, pink, red, purple, or green hair..highlights.

•[] you love mohawks

•[x] You LOVE Music.

•[] Hate people who pretend to be something they are not

•TOTAL: 3


EMO:

•[] You are sad sometimes.

•[] You have dark colored glasses.

•[] You cry easily.

•[] You like emo music (RJA,etc..)

•[x] You've kept a journal/diary.

•[x] You have written a sad poem.

•[x] you have dyed your hair•

[x] You're sad when you're drunk

•[] You get sad or mad easily.

•TOTAL: 4


GHETTO:

•[] You like rap.

•[] have said "Fo Sho, Fo Shizzle, Fo Sheezy, etc."

•[] You have worn/wanted a grill.

•[] You have had a freestyling contest.

•[] You have worn your shoes with the tongue flipped out.

•[] You've said the N word to a black person and didnt get punched

•[] you know most of the lines from Boyz N Da Hood

•[] You own a huge gold chain with a giant gold pendant

•TOTAL: 0


HARDCORE:

•[x] You like loud music.

•[] you love the ninja turtles

•[] You have slip-on shoes.

•[x] You like Norma Jean.

•[] People have called you a freak and meant it lovingly

•[] You love to "hardcore" dance

•[] Your hair has been dyed more than one color.

•[x] You wear jeans a lot.

•TOTAL: 3


PREP:

•[] you LOVE Room raidors.

•[] You had/have/want a tiny/small sized dog.

•[] Your usual outfits consist of pink.

•[] You like buying shoes A LOT.

•[] You shop at Hollister.AE,and/or Abercrombie

•[] Getting your nails done is a fun thing.

•[] You have big sunglasses.

•[] You can't go anywhere without your hair fixed.

•TOTAL: 0


•ATHLETIC:•

•[]You watch/watched the Superbowl.

•[] You own track shoes or cleats other sports related shoes.

•[] You collect jerseys/uniforms.

•[] You have/ had a special shelf for trophies and awards.

•[] Your garage/shed consists of sports equipment.

•[] You belong/belonged to a team.

•[] You have a specific number preferred for your jersey.

•TOTAL: 0


REDNECK:

•[] Gone four wheeling.

•[] Went hunting.

•[] Owned a four/three-wheeler or dirt bike...ect.

•[] Like to go fishing.

•[] Eat beef jerky

•[] Ever said GIT-R-DONE.

•[] Listened to the song Redneck Woman.

•[] Know who Bocephus is.

•TOTAL: 0


METALHEAD:

•[] You wear band shirts a lot.

•[] If people down talk metal you down talk their favorite music.

•[] You like/have liked bands like As I Lay Dying, Lamb Of God, and All That Remains.

•[x]You HATE emos.

•[] You like Black Sabbath.

•[] You have gone to Ozzfest.

•[] You like to headbang.

•[] You dont like rap.

•[x] You have a taste for classic rock as well.

•TOTAL: 2


O estereótipo que se vos aplica é aquele no qual puseram mais cruzes, yadda, yadda.

Ou seja, segundo este teste eu serei uma HIGH CLASS EMO, even though tenha posto uma cruzinha no HATE emos. A verdade é que o que me irrita é o conceito em si, e as pessoas que se auto-classificam como tal... e não propriamente as pessoas com certas características (you get sad sometimes... what the hell?? quem não fica, mesmo sendo uma pessoa optimista? mas decidi pôr cruz apenas em coisas mais específicas...) Em relação ao You like Norma Jean - se ter umas sandálias com a cara dela conta...

Ah, e gosto especialmente desta You've said the N word to a black person and didnt get punched lol


FEEL FREE to copy paste this post.


E o *vosso* estereótipo, qual é?

Voltei há coisa de 4 dias

Amanhã haverá segurança reforçada em Espanha, sobretudo em Madrid, e não é por eu ir para lá.

:S

Sep 23, 2007

Ah, esqueci-me...

...de avisar que estou de férias!

Don't wait up! :D

(em compensação, podem visitar o Robert Fripp se quiseres saber das minhas férias :P)

Toodle-oo!

Sep 16, 2007

Going to Elmonte Legium Stadium

Admiro este homem, não só pela música que criava, mas também pela maneira como a criava. E não só como músico, mas também como homem (pelo que dizem).

Sep 11, 2007

That is WRONG, Man! - Part One

Antes de mais, é preciso que saibam que, quando era pequena (andava na primária) escrevia os cincos (5) assim:


Começava por baixo e acabava em cima. Não fora o seguinte episódio e ainda os escreveria desta maneira (ou talvez não, quem sabe?)


Pois bem, no colégio onde estudei durante a primária, havia uma professora que tinha ido lá parar em circunstâncias um bocado estranhas (ou assim o achava eu, na altura). Parece que o colégio/escola onde ela dava aulas tinha fechado e ela e a turma dela "migraram" para o meu colégio, formando a 4ªB (eu era da 4ªA). A "senhora" em causa nunca foi minha professora *benzo-me*


Contudo, houve um episódio... Estávamos na hora de "estudo", que era um espaço de tempo depois das aulas em que as pessoas que ficavam no colégio depois do horário normal (à espera dos pais, etc.) faziam os trabalhos de casa ou estudavam. Nesse dia, fui à secretária da dita mulher no fundo da sala confirmar se um qualquer exercício estava certo e caí no erro de escrever um cinco (5) à frente dela. Ela não faz mais nada. Ri-se e diz-me para ir fazer um cinco (5) no quadro, ao mesmo tempo que diz, obviamente falando em particular para os alunos da sua turma que lá estavam, "Olhem como ela faz o cinco!", em tom de gozo.

Obviamente que, nos meus 8 ou 9 anos, me senti bastante mal. Contei à minha mãe o sucedido e ela, obviamente, consolou-me, revoltando-se contra a atitude da mulher e ao mesmo tempo ensinando-me um truque para conseguir escrever os cinco ao contrário que era começar pela linha recta vertical e descer e depois acrescentar a linha horizontal do topo no fim.


E foi assim que me habituei a escrever os cincos (5) de cima para baixo em vez de de baixo para cima.


Claro que, mesmo na altura, eu sabia que não havia nada de errado comigo por desenhar os cincos (5) assim, mas sim com a louca mulher. É que o meu episódio não foi o único. Uma amiga minha que, um dia, lhe mostrou um exercício errado durante essa hora de estudo levou com o caderno na cabeça (a mulher enervou-se e atirou-lhe com o caderno à cabeça). E houve muitos mais, de certeza.


Estas coisas fazem-me valorizar ainda mais os professores que tive durante a minha vida. Não tenho razões de queixa de quase nenhum e, aliás, ainda me lembro da maior parte deles (desde a 1ª classe ao último ano da faculdade) com uma nostalgia e, porque não, um certo carinho.

Sep 6, 2007

Sonata nº 24 em Ré Maior.

Sep 4, 2007


A Lola é tramada...



Este tipo estava com sono

Introdução

De há uns dias para cá, um pensamento tem vindo a insinuar-se no meu cérebro, como um bicho serpeante. E acompanha-me no caminho a casa, entre os sons da rabeca e da pandeireta, serpenteia entre as colcheias ondulantes, e aponta ao meu cérebro.

(Se não houvesse essa coisa de regras, etc., eu batia com os pés no chão e saltava, arqueava os braços e baloiçava a cabeça e assobiava quando não estivesse a cantar.)

:

O meu coração é como uma borboleta palpitante.
Tum tum flap flap
Bate as asas numa cadência amorosa.
Uma borboleta amarela.
É pequenina e frágil, a borboleta.
Tem sangue nas escamas das asas e é feliz.

Aug 30, 2007

Quero ser como uma sala fechada. Mas uma janela. Tu acenas do outro lado da janela. Como não mostro nenhum sinal de reconhecimento, aproximas-te. Esborrachas o nariz na janela, depois as bochechas, depois a boca num beijo obsceno. Os meus olhos são ainda vidro, não guardam nada. Bates levemente no vidro baço (pela tua respiração).


A tua música atravessa-me de repente como uma lufada de ar fresco e eu faço menção de respirar fundo, fecho os olhos, empoleiro-me em bicos dos pés, inclino rapidamente a cabeça para um dos lados.


Mas afinal.

Aug 29, 2007

Into the night

Cordiais.

"Tantas imagens, recordações, experiências que vivi entretanto..."

Anota tudo num bloquinho, filha.

-- pausa --

Minha querida, tu eras uma grande mulher, a mulher. Os teus cabelos volumosos de um negro desafiante, o teu olhar vivo e decidido, as maçãs do rosto bem delineadas e levemente coradas.

Eras uma mulher, a mulher, com todas as linhas do corpo. Que me importa se eras apenas, nessa capa para os outros verem, uma miúda do campo, e que todo o teu mundo fosse o pomar em frente de casa e o caminho para a missa, aos Domingos? Eu via-te com outros olhos.

Ainda vives, ainda respiras esse mesmo ar distante com o teu nariz de Cleópatra, mas vais renascer em mim. Eu sei que sim.

Tu e eu. Desta vez, tu pequenina, eu grande. Tu moldada pelos meus dedos. Talvez te tornes, desta vez verdadeiramente, na tua imagem na minha retina.

Há quantos anos, minha querida? Talvez dez, ou quase. Eu era uma miúda e tu olhaste para mim. Foi então, talvez, que tudo se decidiu.

Sabes, as palavras custam a sair, mas eu tenho que dizê-lo. As palavras saem atabalhoadas, cruas, sem harmonia. Mas, minha querida, como podia deixar de dizê-lo?

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Não vou morrer diluída nesse nascimento de outras coisas. Não, não vou morrer.

- ...
- Porque não quero.

A minha cabeça está cheia de sonhos com Clint Eastwood (realizador) com sangue (vermelho) com mulheres loucas em corredores de hospitais (pousadas da juventude?)

Está cheia de coisas cheias e redondas cheias cheias enjoativas inflamadas

Mas há músicas que acalmam essa dor, esse enjoo.

Aug 28, 2007

Fresh fresh fresh reeeeefresh!

Aug 26, 2007

A gaffe da moda.

Depois da Avis nos ter presenteado com isto, chegou a vez do Millenium confirmar esta nova gaffe da moda.







Aug 20, 2007

Chama-me Tolerância.


Caution: the following may contain dangerous subtypes of concealed iron-y (irony).







Pessoas que se lameeeentam... aiaiaiaiiii gemidos gemidos queixumes



Como se, como se...



Todos os olhos postos nelas, oh sim sim, de que mal padece? oh sim sim, tem toda a razão.



Pessoas que dizem tu sim alto bonito forte, e olha para mim coiiiitadinhaaaa, ah, mas não olhes para mim, não não, não estou a dizer isto para chamar a atenção, é só porque sou terrível, olha que feia e estúpida...!



Arrepios, arrepios!



Eu não quero esses lamentos



(mas mas mas (tremores) não estou a falar de mim mesma, pois não?)



não quero



sacode, sacode do ombro

tss tss vup vup

que caspa mais pegajosa



hoje é daqueles dias, e eu não quero saber

pensem monstruosidades! tanto se me dá!


se tivesse aqui esse prato, esse bocado de porcelana, sim, estaria partido

se tivesse aqui essas cartas todas,

e tudo aquilo que recebeste

tudo o que é bom e bonito


e depois? e se me apetecer?




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Revolucionárias, e gostam, gostam de dizer sim sou assim e tu tens alguma coisa contra isso?

mas claro que ninguém tem nada contra, porque todos querem ser assim ...today

desafiar regras e convenções? ahah, que regras, que convenções?


E se eu QUISER seguir as regras? e estou-me bem nas tintas para o que possam dizer

ah e tal que careta ou isto e aquilo

porque está in ser-se contra isto e a favor daquilo e usar uma estrela no ombro esquerdo...

o que quer o meu cérebro saber disso?


revolucionarizem-se!


eu cá faço o que quero.



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É um egoísmo, uma coisa medonha


E eu sei, eu sei, eu sei e insisto e persisto resisto
(não, não, não estou a chorar)








cresci para fora da casa, um braço pela janela, um pé na chaminé e nem sequer esse coelho medroso para me "apedrejar" de bolos.


nem sequer esse coelho!

(como se importasse)


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tempo mau vento chuva

estou um bocado maldisposta e não sei bem se é

de saber que mesmo as pessoas fortes não deixam de ser pessoas

que há coisas inompreensíveis

como doenças estúpidas

como

outras coisas

estúpidas


ou se calhar estou só cansada

(não, estou mesmo maldisposta, maldisposta de água quase)


não gosto de ser assim às vezes

E não sou sempre assim

mas às vezes


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Afinal também sou pessoas irritantes. Às vezes.

Aug 15, 2007

Child?

Happy child!

Aug 13, 2007

Confissões (previously known as Considerações)

Só me lembro de coisas estúpidas para escrever.

A minha alma anda um deserto sem oásis à vista.

Mood: completamente blah.

Aug 12, 2007

Às vezes anseio por coisas. Coisas, não sei bem o quê, coisas.


Se eu pudesse, tivesse de novo o espaço infinito à frente onde correr de braços abertos...

Mas, penso com ironia amarga, nunca houve um passado com corridas de braços abertos na minha vida.


Se o Peter estivesse aqui, diria que sim, que eram estranhas, essas vidas, que nunca levámos...


Mas não. Não está ele e não estão outras pessoas que, pelo menos da maneira como sempre habitaram esta espécie de mundo na minha cabeça, são irreais. Não, não. Eu, aqui, sou só eu. Não há outros ombros, ou peitos, palmadinhas reconfortantes...


No fundo, queria apenas um pouco mais de tempo.


Ou se calhar não. Não pode ser isso, só isso.


Não sei bem o que é.

A percepção como sol sol cega cega: que me importa a mim não conseguir fazê-lo? Ser eu o lápis, o pincel, a voz, o corpo? Que me interessa ser tudo isso? Poder apreciá-lo não é já dom suficiente? Não preciso de sentir-me a criadora... Aquele prazer sereno enquanto os meus sentidos se apoderam de tudo, tudo, tudo o que não é meu.

Mas é. É meu, é meu, só pode ser meu. Senão, que fonte exterior poderia jorrar estas emoções como um êxtase particular? Que fonte exterior?

São todas dirigidas a mim (são todas) porque eu (eu tu eu tu) sou tudo. Os mitos, a música, todas essas imagens bonitas. Dirigidas a mim como uma flecha.

Zing.

vibra(toing)ção

E o meu coração, encarnado. A flecha, a ponta da flecha, a entrar na carne. A carne e o sangue e a carne. Tum tum, tum tum. Tum... Tum...


Quero sentir essas coisas.
Quero sentir essas mãos geladas na cara.
Quero sentir esse ar quente, esse hálito.
Quero sentir esse vermelho dos teus olhos.
Nos teus olhos.

Quando choras.

E que culpa tenho eu? Não sou eu o autor, a água não é minha, não te pintei de vermelho.

As abelhas mortas nos caminhos como um tapete. Eu quero que sejam pretas, mas elas insistem no amarelo.

E tu choras. Sentas-te, para chorares mais confortavelmente.

Quero sentir esse sal na língua.

Língua.

Guardanapo.

Porta.

Talvez.

E tu, ainda longe, ainda choras?
Sim, sim, eu sei que ninguém chora.
Mas soa melhor assim.

Aug 7, 2007

Para todas as miúdas que tiveram a infelicidade de conhecer estes "galantes" pela vida, para se rirem um bocado com este retrato fidedigno ;)



Ese hombre que tú ves ahí
que parece tan galante,
tan atento y arrogante,
lo conozco como a mí.

Ese hombre que tú ves ahí
que aparenta ser divino,
tan afable y efusivo,
sólo sabe hacer sufrir...

Es un gran necio,
un estúpido engreído,
egoísta y caprichoso,
un payaso vanidoso,
inconsciente y presumido,
falso enano rencoroso
que no tiene corazón.
Lleno de celos,
sin razones ni motivos,
como el viento, impetuoso,
pocas veces cariñoso,
inseguro de sí mismo,
soportable como amigo,
insufrible como amor.

Ese hombre que tú ves ahí,
que parece tan amable,
dadivoso y agradable,
lo conozco como a mí.

Ese hombre que tú ves ahí,
que parece tan seguro
de pisar bien por el mundo,
sólo sabe hacer sufrir.

Es un gran necio,
un estúpido engreído,
egoísta y caprichoso,
un payaso vanidoso,
inconsciente y presumido,
falso enano rencoroso
que no tiene corazón.
Lleno de celos,
sin razones ni motivos,
como el viento, impetuoso,
pocas veces cariñoso,
inseguro de sí mismo,
soportable como amigo,
insufrible como amor.

(Manuel Alejandro - Ana Magdalena, cantado por Rocío Jurado)

Aug 5, 2007

verão

Ô-ôláá...?


Como uma pedra num charco.


E que me importa a mim que ele não venha, não vem, era tudo uma brincadeira. Sim, sim, ele está ali. Meio escondido na sombra, a rir-se de mim.


Álvaro! (irritada)


Pensei que desta vez pudesses dizer-me. Contar tudo desde o princípio. Como foi esse nascimento glorioso. Com pompa e circunstância, claro. Já sei que...


Mas se calhar estou enganada. Posso assumir que percebo: o porquê das coisas, os sentimentos por trás dos...? Eu não sou ela, "a". Quem pode encher-se de tamanha presunção e dizer: tu és isto, foste aquilo, assim e assim.


E, ainda assim, gostava de poder sentir como há uns anos. Há uns anos, sim, eras tu, aquele tu em mim, enfim, o normal.


E eu nem me chamo Carol, apesar de ter nascido nos States, não sou gorda nem falo francês com sotaque americano nem tenho um sorriso simpático e pachorrento para oferecer a estrangeiros presumidos que me olham como se fosse... Nada disso. Mas sim, no banco do jardim, chamei-me Carol, ali, em Paris, e em Dublin, e em Londres. E sim, foi a personagem americana básica que soube exprimir o inexprimível.


(divago sempre)


Ah, e claro, estou de volta!